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Brasileiros trabalham 153 dias somente para pagar impostos em 2017

05/06/2017

CDL JOVEM CHAPECÓ 

Brasileiros trabalham 153 dias somente para pagar impostos em 2017

II Fórum de Liberdade de Impostos debateu o Sistema Tributário Brasileiro e a aplicação dos recursos arrecadados

 

 Segundo dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), 50% das empresas brasileiras pagam mais impostos do que deveriam. Estudo da Studio Fiscal, rede especializada em consultoria tributária empresarial, mostrou que 99% das empresas pagam, em média, R$ 650 mil a mais do que devem em impostos e contribuições no período de cinco anos, pois desconhecem as oportunidades tributárias. As informações são do especialista em controladoria e assessor em gestão Roberto Aurélio Merlo, durante o II Fórum de Liberdade de Impostos. A ação foi desenvolvida pela CDL Jovem Chapecó em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas de Chapecó (CDL). 

 O evento completou a programação do Dia de Liberdade de Impostos (DLI) que iniciou na manhã da quinta-feira (01) com a comercialização de gasolina sem a cobrança de impostos, no Posto Gambatto. O objetivo de ambas as atividades foi proporcionar à população momentos de reflexão sobre a elevada carga tributária brasileira.

 Merlo destacou que o País tem uma carga tributária elevada e crescente. "Contamos com uma legislação complexa com 92 impostos e mais de 70 obrigações acessórias". Segundo ele, é importante que os empresários estejam preparados para enfrentar a legislação tributária e encontrar alternativas para minimizar o impacto dos tributos nos negócios. "Os empresários podem e devem fazer um planejamento tributário, buscar o melhor enquadramento e fazer análise de todos os créditos e débitos tributários verificando, por meio de uma assessoria, as alternativas que cada empresa tem para reduzir os impactos", complementou. 

DIREITO TRIBUTÁRIO

 O advogado com experiência em Direito Tributário Michel de Oliveira Bráz explanou sobre as questões legais do Sistema Tributário Brasileiro que, conforme ele, é regressivo. "Temos um regime tributário infinitamente maior do que países como Alemanha, França e Estados Unidos, por exemplo. Mais da metade da nossa tributação incide sobre produção e consumo ao contrário de outros países em que incide sobre o patrimônio e a renda", explicou. Para ele, isso produz injustiça e desigualdade social. "Embora saibamos que os impostos indiretos, como o ICMS, são importantes, eles não deveriam representar mais da metade dos tributos que são arrecadados", avaliou. 

 Segundo Bráz, a aplicação depende exclusivamente da gestão do dinheiro público. "O País precisaria passar por uma reforma macro para arrecadar o valor dos tributos de maneira socialmente justa e correta e, também, efetuar a aplicação desses recursos de forma adequada", observou. 

CRESCIMENTO 

 A pesquisa do IBPT demonstra, também, que o peso dos impostos nos rendimentos, como salários e honorários, por exemplo, aumentou nos últimos anos. Na década de 70, eram trabalhados, em média, dois meses e 16 dias, na década de 80, dois meses e 17 dias, na década de 90, três meses e 12 dias e somente em 2017 o total será de cinco meses e dois dias.

 O diretor-presidente da CDL Jovem Chapecó, Alexandre Brum, destacou que em 2017 os brasileiros trabalharam 153 dias somente para pagar tributos. "De acordo com o IBPT, cerca de 41,80% de todo o rendimento ganho está sendo destinado aos cofres públicos. É um dever de todo cidadão acompanhar os investimentos que são feitos com esse dinheiro e fiscalizar a atuação da gestão pública seja ela municipal, estadual ou federal". 

 De acordo com o presidente da CDL Chapecó Clóvis Afonso Spohr, a legislação tributária deve ser conhecida e aprofundada por todos os empresários e futuros empresários para que saibam que decisões tomar mediante a gestão de suas empresas. "O II Fórum de Liberdade de Impostos trouxe informações importantes e atualizadas sobre o Sistema Tributário de nosso País", finalizou. 

 

Fonte: MB Comunicação

Foto: Diretor-presidente da CDL Jovem Chapecó Alexandre Brum, Roberto Merlo, Michel Bráz e o presidente da CDL Chapecó Clóvis Afonso Spohr

 

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